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" Dai-me, Senhor, a perseverança das ondas do mar, que fazem de cada recuo um ponto de partida, para um novo avanço"Gabriela Mistral, poetisa

Segunda-feira, 31 de Março de 2014

Quatro anos de blog!

Porquê

 21 de Março de 2010

 

"BASTA AMAR AS PALAVRAS PARA ESCREVER POESIA" Raymond Queneau

 

 

Com vontade de escrever a miilay, vai dando satisfação ao seu espírito e semeia, uma palavra aqui e ali e vai-lhes chamando poemas ou escrita criativa.

E então resolveu editá-las neste blog.

São simples, mas que brotaram do coração.

As palavras aparecem como as flores, na Primavera, mas por vezes a chuva, o vento, fazem com que elas percam as suas pétalas, é como as palavras, há dias em que elas não aparecem com tanta espontaneidade.

Por isso vamos aguardar, que a Primavera, desabroche com todo o seu esplendor!

 

 

Afinal, foi este o meu primeiro post, e no dia 21 de Março de 2010. Pensava que tinha sido a 31, mas enganei-me.

Mas, tem sido muito bom. As pessoas que visitam este cantinho, já os considero mesmo meus Amigos, que nos dão ânimo,nas situações mais difíceis e apreciam as nossas fotos e a nossa vida. Bem hajam! Obrigada a todos.Aqui fica mais uma flor.

A foto foi tirada ontem, à glicínia que começou a abrir.

 

 

publicado por miilay às 17:06
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Sábado, 29 de Março de 2014

Poema

 

 

 

 Os meus lírios!

 

 

Se às Vezes Digo que as Flores Sorriem

 

 

Se às vezes digo que as flores sorriem 
E se eu disser que os rios cantam, 
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores 
E cantos no correr dos rios... 
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos 
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios. 
Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes 
À sua estupidez de sentidos... 
Não concordo comigo mas absolvo-me, 
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza, 
Porque há homens que não percebem a sua linguagem, 
Por ela não ser linguagem nenhuma. 

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXXI" 
Heterónimo de Fernando Pessoa

publicado por miilay às 17:32
Quinta-feira, 27 de Março de 2014

Primavera

 

 

Primavera

Cecília Meireles


A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.


Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

publicado por miilay às 19:24
Quarta-feira, 26 de Março de 2014

Que venha tempo quentinho!

 

 

Já tenho saudades que fazer uns passeios, por locais assim.

Vamos aguardar.

 

 

 

publicado por miilay às 19:10
Segunda-feira, 24 de Março de 2014

O gafanhoto, será???

 

 

 

 

Estava poisado no tejadilho do carro, e eu zás! Já está. O nome específico, não sei, chamo-lhe gafanhoto.

Mas gostei de o ver, ali ao sol!

publicado por miilay às 17:37
Domingo, 23 de Março de 2014

Almoço de hoje

Bacalhau no Forno 

 

 

 

Receita tirada das" 1001 Receitas"

 

Ficou muito bom!

Os meus filhos e netos gostaram, só o meu Rodrigo disse logo: Não gosto , não quero.

Comeu outra coisa, mesmo depois de eu insistir para ele provar.

Fiquei um bocadinho triste, mas nen um bocadinho, na ponta do garfo quis provar.

Será que o aspecto não é apelativo?

Que estava ótimo estava.

 

 

 

 

publicado por miilay às 00:22
Sexta-feira, 21 de Março de 2014

Dia da Poesia-Dia da Árvore

Velhas Árvores

 

Olha estas velhas árvores, mais belas 
Do que as árvores novas, mais amigas: 
Tanto mais belas quanto mais antigas, 
Vencedoras da idade e das procelas... 

O homem, a fera, e o inseto, à sombra delas 
Vivem, livres de fomes e fadigas; 
E em seus galhos abrigam-se as cantigas 
E os amores das aves tagarelas. 

Não choremos, amigo, a mocidade! 
Envelheçamos rindo! envelheçamos 
Como as árvores fortes envelhecem: 

Na glória da alegria e da bondade, 
Agasalhando os pássaros nos ramos, 
Dando sombra e consolo aos que padecem! 

Olavo Bilac, in "Poesias"

 

 

 

 

publicado por miilay às 16:29
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