miilay

" Dai-me, Senhor, a perseverança das ondas do mar, que fazem de cada recuo um ponto de partida, para um novo avanço"Gabriela Mistral, poetisa

Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

ACRÓSTICO

Hoje ao ler alguns escritos meus ,antigos, encontrei este Acróstico que fiz para o meu pai, em Março de 2000,vou partilhá-lo, como também algumas outras palavras que escrevi para o descrever.Então aqui vai:

 

Viste com os teus olhos sinceros

Intensos e confiantes

Três filhos crescerem,seis netos desabrocharem

Odisseia de uma vida

Recorda com orgulho, tudo isto que criaste.

 

 

O meu pai, tem cabelos brancos

Brancos como a neve

Neve que cai nas montanhas

Montanhas altas viçosas

Viçosas como as suas ideias

Ideias que ainda nos transmites

Transmites aos netos, aos filhos

Filhos, que tiveste,que amaste

Amaste e que te amam

Amam, porque, para além de seres pai

Pai amigo, és o alicerce

Alicerce da nossas vidas.

                    tua filha

publicado por miilay às 11:11
Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

COMO VIVI O 25 DE ABRIL DE 1974

Hoje vou-vos contar como vivi o dia 25 de Abril de 1974

 

 

Jovem, apaixonada cheia de sonhos.

Saí de casa por volta do meio-dia.

Apanhei o comboio (o Vouguinha), em direcção à Escola onde ensinava um grupo de crianças da 1ª classe.

Neste dia 25 de Abril de 1974, os passageiros deste comboio, liam o jornal, e na primeira página, figurava o General Spínola, Revolução dos militares, estes em cima de tanques de guerra, com espingardas no ar, nos canos destas cravos vermelhos.

Lia-se também que foi uma canção " E depois do Adeus" de Paulo de Carvalho, que serviu de sinal ( era uma senha) para que o golpe de Estado se desse., e Grândola Vila Morena.Na época quem governava o País era o Prof. Marcelo Caetano e o Presidente da Républica  o Almirante Américo Tomás.

Para mim, e aqui na província, senti, ( O que é que isto vai dar?) Mas o meu dia prosseguiu como se nada tivesse acontecido.

Fui dar aulas, mais do que isso, estar em contacto com aqueles seres maravilhosos, pequeninos, e em cada dia que passava, me faziam sentir feliz pois eles progrediam. Lembro-me de ter tido o cuidado de não passar aquela ansiedade, própria da situação, nem para as crianças nem para os pais.

Quando cheguei a casa, depois de mais uma viagem no Vouguinha, é que me inteirei, sobre o que se tinha passado, pela televisão.

Senti alegria, pois as imagens que nos faziam chegar, eram de Alegria contagiante.

Era a Liberdade, termo que daqui para a frente é que ganhou significado na minha , nas nossas vidas.

Acharão estranho, mas não tinhamos consciência, dos pesadelos que alguns , muitos, que eram contra o regime de Ditadura, tinham sofrido. Para mim o primeiro sentimento foi : Vai acabar a guerra no Ultramar,os jovens não vão para Angola, Moçambique, Guiné... e isso era uma satisfação que não podem imaginar. As famílias sofriam muito.

Eu tinha passado mais de dois anos, longe do meu amor, porque ele tinha estado, a prestar serviço militar em Angola.Tinha regressado em Maio de 1973.

Foram anos de muita saudade, de dias cheios de angustia, pois quando ele ia para o mato, o coração ficava pequenino.

Estas são as lembranças que tenho do dia 25 de Abril de 1974.

Mas, este dia trouxe muitas vantagens na forma de viver dos Portugueses.

Houve mais Igualdade e então a Liberdade essa sim já foi vivida no termo lato da palavra.

Agora neste ano de 2010?

publicado por miilay às 13:20
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Terça-feira, 20 de Abril de 2010

She-Elvis Costelo

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Terça-feira, 20 de Abril de 2010

Um Amor de Verdade

publicado por miilay às 19:38
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Domingo, 18 de Abril de 2010

PAISAGEM - PARQUE DE LA-SALETE

Hoje dia Mundial dos Monumentos e Sítios ,resolvi escrever sobre" O Parque de La-Salete "

 

O Parque de La-Salete fica situado no concelho de Oliveira de Azeméis.

Este concelho fica entre o mar e a serra, numa chã airosa que divide os vales dos rios Antuã e Ul, a 220m de altitude.

Detentor de paisagens de rara beleza e de um património histórico e cultural considerável, Oliveira de Azeméis e o seu território concelhio oferecem, a qualquer forasteiro, o repouso e a tranquilidade reconfortantes do campo, conjugados com a azáfama e o bulício do ambiente urbano de algumas freguesias.

No cabeço que  já se chamou Monte do Crasto, eleva-se a capela de Nossa Senhora de La-Salete.

A primeira capela de Nossa Senhora de La-Salete, foi concluída em 1880, tendo sido lançada a primeira pedra em 1871.Mas, passados uns anos em 1908, constituiu-se uma Comissão Patriótica Oliveirense, que teve como presidente, Domingos José da Costa, grande e esforçado obreiro desta obra maravilhosa, que é o Parque de La-Salete.

Em 1909 e depois de várias deligências, autorizações e boas vontades, começa uma meritória  obra de criação de paisagem, da autoria do director dos Jardins Municipais do Porto, Jerónimo Monteiro da Costa e de seu filho, o arquitecto paisagista José Monteiro da Costa.

Um motor a petróleo no sopé do monte, levava àgua para a gruta que fica no ponto mais alto, junto à capela.

Fez-se uma rede completa, rede de esgotos pluviais, um lago. arruamentos com valetas cimentadas, plantaram-se milhares de árvores: Acer, Plátano-bastardo, Castanheiro- da-Ìndia, Medronheiro, Banksia-da-costa, Cameleira, Casuarina,Pervica-de-Madagáscar,Sequóia ...Enfim transformou-se o árido e agreste Monte dos Crasto num aprazível e verdejante Parque de La-Salete.

Tudo obra do Homem, numa época em que a maquinaria e a tecnologia de que hoje disposmos não existia.

Isto foi na área envolvente, mas a capela existente era pequena.

Então no dia 23 de Março de 1923, começou a erguer-se o novo Templo, o que ainda hoje existe e que foi benzido e reaberto ao público, ainda por acabar no dia 19 de Setembro de 1932, só ficando concluído a 14 de Agosto de 1940.

è um Santuário da época Revivalista.Monumento gótico, compõe-se de átrio, nave de três pequenos tramos, e Santuário poligonal de três faces. O átrio avança entre dois torreões baixos, ficando acima, em plano recuado, larga rosácea e dominado, o vértice da empena , uma grande estátua da Virgem do escultor Henrique Moreira.

A meio da cobertura geral, coruchéu de remate em pirâmide .Em cada tramo, duas frestas emparelhadas. Nas do Santuário, vitrais policromos e figurativos; na rosácea, outros mas geométricos com figuras ao centro; estes da autoria de R. Leone (Lisboa-1925)

do varandim de 98 degraus tem-se uma vista admirável.

 

 

Concluindo, este espaço - Parque de La-Salete- a nível proxémico, infra-cultural é uma organização fixa, radiocêntrico e promove um espaço sóciopeto, leva as pessoas ao contacto, promove a comunicação.

As pessoas vivem este espaço, tanto a nível de contacto pessoal como público e até intimo, a distância escolhida depende das relações inter- individuais, dos sentimentos e actividades dos indivíduos que se servem deste espaço polivalente.É um espaço que tem promovido cultura popular, com concertos de música tradicional, encontros de poesia popular, feiras de artesanato, feiras do livro, folclore.

è um espaço de encontro com a Natureza para relaxar, conversar, para fazer exercício físico, para actos religiosos, de lazer, resimindo um espaço que vai ao encontro dos interesses individuais e colectivos.

É um espaço que foi criado por uma organização que apelava à cidadania, e que valorizaram a comunidade, onde houve participação de um grupo, na gestão de recursos materiais, humanos sem fins lucrativos para a criação de um espaço, que é hoje o orgulho da cidade de Oliveira de Azeméis e de Todos os Oliveirenses.

 

Bibliografia

GUEDES, António Cesar, O Parque e Santuário de La-Salete em Oliveira de Azeméis. Caima Press, Edições, 1999.

A. Bastos Trabalho Gestão de Espaços, 2002

 

 

publicado por miilay às 23:07
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Sábado, 17 de Abril de 2010

LÁGRIMAS OCULTAS

Lágrimas Ocultas

 

Se me ponho a cismar em outras eras

Em que ri e cantei, em que era querida,

Parece-me que foi noutras esferas,

Parece-me que foi numa outra vida...

 

E a minha triste boca dolorida,

Que dantes tinha o rir das primaveras,

Esbate as linhas graves e severas

E cai num abandono de esquecida!

 

E fico, pensativa, olhando o vago...

Toma a brandura plácida dum lago

O meu rosto de monja de marfim...

 

E as lágrimas que choro, branca e calma,

Ninguém as vê brotar dentro da alma!

Ninguém as vê cair dentro de mim!

 

FLORBELA ESPANCA

 

publicado por miilay às 22:43
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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

A FOTOGRAFIA

 

  A fotografia, para mim é uma paixão.

Grava momentos inesquecíveis das nossas vidas, bons, maus, lindos, feios...

Regista emoções: tristeza, alegria, ternura, amor, saudade,admiração...

Faz-nos recuar no tempo, reviver com emoção outros tempos, situações, pessoas, locais, vivências.

Quantas vezes, já não nos lembrávamos de lugares, e ao desfolhar um álbum, lá aparecem esses sítios, onde vivemos dias felizes, ou não, e os amigos, colegas de trabalho, experiências engraçadas, embaraçosas...

A fotografia dá-nos um manancial de hipóteses de conhecermos, até locais onde nunca estivemos, e que nos leva a conhecer.

Estou a lembrar-me por ex. do Pólo Norte, onde a beleza é imensa, e poucos de nós teremos oportunidade de visitar.

A fotografia, leva-nos a locais e a situações e a épocas, por nós nunca vividas, experiênciadas, mas que ficam gravadas na nossa mente.

Aí, pudemos deixar-nos levar e irmos muito longe e sentirmos quase, o frio, o calor, o bom , o horror da situação.

A fotografia para mim, faz-me viajar sem sair deste lugar. Sentir emoções e estar aqui. E se a sensação for negativa, passamos logo para outra, que nos faça sorrir e a alma consolada, como quando olhámos com muita ternura e saudade, para as primeiras fotos dos nossos filhos, netos,até do casamento, do namoro...

A fotografia leva-nos longe no local e na emoção!

 

 

Foto do Pólo Norte

 

publicado por miilay às 12:07
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