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" Dai-me, Senhor, a perseverança das ondas do mar, que fazem de cada recuo um ponto de partida, para um novo avanço"Gabriela Mistral, poetisa

Segunda-feira, 30 de Março de 2015

A cegonha!

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Estava no seu ninho, atenta. Como todos nós temos que estar, pois esperamos notícias dos nossos filhos. Ás vezes são notícias que nos deitam abaixo, mas temos que continuar no nosso ninho à espera de dias melhores. Depois levantar com todas as forças e voarmos e sentirmos que é BOM viver. 

publicado por miilay às 17:44
Sexta-feira, 27 de Março de 2015

A minha Magnólia!

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 “Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências.
Pablo Neruda

publicado por miilay às 18:32
Quarta-feira, 25 de Março de 2015

Os cíclames!

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Fazem ou não lembrar a Primavera? Para mim,quando as observo, é mesmo esta estação do ano.

publicado por miilay às 22:22
Terça-feira, 24 de Março de 2015

Poema

           




Não sei como dizer-te que minha voz te procura

e a atenção começa a florir, quando sucede a noite

esplêndida e vasta.

Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos

se enchem de um brilho precioso

e estremeces como um pensamento chegado. Quando,

iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado

pelo pressentir de um tempo distante,

e na terra crescida os homens entoam a vindima

— eu não sei como dizer-te que cem ideias,

dentro de mim, te procuram.

 

Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros

ao lado do espaço

e o coração é uma semente inventada

em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia,

tu arrebatas os caminhos da minha solidão

como se toda a casa ardesse pousada na noite.

— E então não sei o que dizer

junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.

Quando as crianças acordam nas luas espantadas

que às vezes se despenham no meio do tempo

— não sei como dizer-te que a pureza,

dentro de mim, te procura.

 

Durante a primavera inteira aprendo

os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto

correr do espaço —

e penso que vou dizer algo cheio de razão,

mas quando a sombra cai da curva sôfrega

dos meus lábios, sinto que me faltam

um girassol, uma pedra, uma ave — qualquer

coisa extraordinária.

Porque não sei como dizer-te sem milagres

que dentro de mim é o sol, o fruto,

a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,

o amor,

 

que te procuram.


(excerto do poema «Tríptico», publicado em A Colher na Boca, 1961)

   

Herberto Helder

 

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publicado por miilay às 21:31
Sexta-feira, 20 de Março de 2015

A Felicidade!

"Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance."

Fernando Pessoa

 

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publicado por miilay às 14:28
Terça-feira, 17 de Março de 2015

Almoço e passeio na Serra da Freita-Arouca

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Arroz de forno e cabrito assado, em forno a lenha. Uma delícia.

 

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Pudim caseiro para os apreciadores. 

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Crepe à chefe para mim,gostei.

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Ao longe junto da mimosa lá está o Restaurante.

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Depois à que caminhar pela serra para fazer a digestão e apreciar a paisagem.

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 Não deixando de ver a queda de água da Mizerela, com 60 m de altura.

Foi um bom passeio e almoço de domingo.

 

 

 

 

 

publicado por miilay às 16:58
Sábado, 14 de Março de 2015

DIA da POESIA

Se Tu Viesses Ver-me...

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"
 

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Um cravo do meu jardim.

publicado por miilay às 17:50

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